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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Top 10: Honda CG

 

1 - O nascimento – 1976
O ano marca a estreia da CG no mercado brasileiro e também o início da fabricação de motos pela Honda na planta de Manaus (AM). Desde então, ela já contava com o motor de um cilindro e 125cc que a tornou famosa e um câmbio de quatro marchas. Uma das particularidades do modelo era a chave de ignição, que ficava abaixo do tanque
 
2 - A evolução – Década de 1980

Além de se tornar a primeira moto do mundo a rodar com álcool em 1981, a CG teve outras mudanças para esta segunda geração. O modelo recebeu linhas mais retas, paralama dianteiro de plástico na cor da moto, farol retangular e câmbio de cinco marchas.


3 - Para trabalhar – Versão Cargo (1988)
Ainda na década de 1980, a Honda resolveu aproveitar a vocação da CG 125 como ferramenta de trabalho. O aumento do número de profissionais que utilizam a moto para pequenas entregas inspirou a fabricante e, assim, a Cargo chegou ao mercado. Com chassi reforçado, banco monoposto e bagageiro planejado para instalação de baú, o modelo é comercializado até hoje pela Honda.


4 - Today – 1989
Em 1990, a CG 125 ganhou o sobrenome “Today”. A nova nomenclatura veio acompanhada de modificações visuais – principalmente na rabeta, cujo desenho passou a envolver parcialmente a lanterna e o novo conjunto de suspensão da balança. Fora isso, a terceira geração também ganhou alterações no sistema de ignição e em alguns componentes do motor.

5 - O início da era Titan – 1994
Na segunda metade da década de 1990, a CG recebeu o nome de Titan, uma clara referência a sua robustez, espécie de “Fusca” das motos. Além do novo sobrenome, a moto recebeu melhorias nos conjuntos de suspensão e no sistema elétrico. Vieram também as linhas mais arredondadas do tanque e das tampas laterais que aposentaram o “visual quadrado” que permaneceu até a versão Today. A quarta geração também foi a última a adotar o farol quadrado.

6 - Múltiplas CG’s – 2000
No ano 2000, a street da Honda se dividiu nas versões KS, com partida a pedal e freios a tambor e ES, que trazia partida elétrica, freio dianteiro a disco, pedaleira do garupa fixado no chassi. Entre os novos itens de série estavam painel com marcador de combustível, bateria selada e tanque com 13 litros. Dois anos depois, chegou ao mercado a versão intermediária KSE, com partida elétrica, freios a tambor e os mesmos itens de série apresentadas dois anos antes.


7 - Motor de 150cc - 2004
A chegada da sexta geração da CG trouxe a mais significativa mudança desde a sua estreia no mercado. O motor de 124,1 cm³ dá lugar a um novo com 149,2 cm³ e a CG passa a se chamar 150 Titan. No mesmo ano, além das três versões, a CG 150 também foi disponibilizada em uma versão Sport com leves alterações mecânicas para extrair um pouco mais de potência do motor.


8 - Fan, a divisora de águas – 2005
Para não perder os motociclistas mais tradicionais e fãs do motor de 125cc, a Honda lançou a Fan, como modelo de entrada da marca. Entretanto, o aspecto se manteve fiel às streets utilitárias, sem rodas de liga leve ou carenagem no farol e a Honda comercializa até hoje as versões de 125 e 150cc como alternativa à Titan.

9 - A edição especial – 2006
Em 2006, a CG 150 Titan ganhou uma edição especial para comemorar os 35 anos da Honda no Brasil. A moto trazia pintura alaranjada e grafismos pretos e dourados em alusão às primeiras CGs produzidas no país durante a década de 1970, além da inscrição “1971-2006 Special Edition” na rabeta. A edição comemorativa da Titan foi limitada a apenas seis mil exemplares.

10 - Injetada e bicombustível – 2009
No final de 2008, a Honda apresentou a CG equipada com injeção eletrônica. No ano seguinte, enquanto a era dos carros com capacidade de rodar com álcool e gasolina simultaneamente já havia começado, com as motos isso virou realidade. A CG 150 Titan Mix foi a primeira motocicleta do mundo a adotar este sistema. Vendida nas três versões padrão da Honda (KS, ES e ESD), a moto ganhou também um novo conjunto óptico com piscas incorporados à pequena carenagem do farol. Hoje, a Titan é comercializada apenas nas versões ESD (mais completa) e EX, que acrescenta as rodas de liga leve.


quinta-feira, 22 de março de 2012

Cadeirante tira habilitação para pilotar moto adaptada em Campo Grande

Cadeirante José Domingues é o primeiro do país a incluir categoria A na CNH (Foto: Hélder Rafael/G1 MS)
Cadeirante José Domingues é o primeiro do país a incluir categoria A na CNH (Foto: Hélder Rafael/G1 MS)
Cadeirantes que buscam meios rápidos de locomoção nas cidades já podem ter acesso a uma alternativa ao carro e ao transporte coletivo. Um triciclo especial, produzido por uma fábrica em Mato Grosso do Sul, permite que deficientes físicos com membros inferiores sem mobilidade ou amputados tirem habilitação na categoria A, que inclui motos e triciclos.
saiba mais

Na última quarta-feira (7), o carioca José Henrique Domingues, de 59 anos, tornou-se o primeiro no estado a fazer a inclusão dessa categoria na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), segundo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS). A bordo do triciclo especial, ele foi aprovado no exame prático realizado no pátio do órgão, em Campo Grande.
Domingues, que mora no Rio de Janeiro e trabalha como técnico em contabilidade, conta que é cadeirante há quatro anos, desde que começou a ter complicações por causa da esclerose múltipla. No ano passado, depois de ler sobre o triciclo especial, ele decidiu tirar a habilitação no Rio de Janeiro, mas esbarrou na desinformação.
Cadeirante não perdeu pontos na prova prática (Foto: Hélder Rafael/G1 MS)Cadeirante não perdeu pontos na prova prática
(Foto: Hélder Rafael/G1 MS)
"Cheguei ao Detran do Rio, mas lá ninguém sabia como aplicar as provas. Diziam que não tinha jeito. Juntei várias informações sobre o triciclo e protocolei um processo, aguardei quatro meses e não me deram resposta até hoje. Aí decidi viajar até Campo Grande para comprar o triciclo e tirar a carteira", relata.
O Detran de Mato Grosso do Sul é o único a dispor de um centro de formação de condutores voltado aos deficientes físicos, de acordo com o órgão. As aulas teóricas podem ser feitas em centros convencionais, e as aulas práticas nas categorias A e B são oferecidas de graça pelo departamento. O centro possui automóveis adaptados e um triciclo especial do mesmo modelo que foi adquirido por Domingues.
"Ele começou como todo aluno, com dificuldades no início, achando que não daria conta. Agora ele está aí, aprovado", diz o instrutor.
Isso vai beneficiar muita gente, porque é chato depender dos outros para tudo"
José Henrique Domingues, cadeirante
O examinador Sílvio Ângelo da Silva, que acompanhou as manobras do cadeirante no dia da prova, disse que ele não perdeu nenhum ponto durante o percurso. "Ele fez passagem de nível, conversão, obedeceu aos semáforos e às placas, trocou de pista, tudo de forma correta", afirmou.
Após saber do resultado, Domingues disse esperar que outros cadeirantes como ele possam tirar a CNH da categoria A. "Isso vai beneficiar muita gente, porque é chato depender dos outros para tudo. Agora vou poder ir sempre que quiser à praia, ao centro da cidade."
Velocímetro e indicador de nível de combustível (Foto: Hélder Rafael/G1 MS)Velocímetro e indicador de nível de combustível (Foto: Hélder Rafael/G1 MS)
Características
O nome de "batismo" do triciclo é Biga, e o visual remete aos carros de combate usados na Antiguidade. O motor importado de 100 cilindradas pode desenvolver velocidade nominal de 80 km/h, mas o manual recomenda que o condutor trafegue em segurança a no máximo 60 km/h. O câmbio automático é composto por três marchas à frente e uma à ré, que são indicadas por luzes no painel.

A aceleração fica no punho direito, e os dois manetes acionam os freios. O manete esquerdo possui ainda um mecanismo que ativa o freio de estacionamento. Velocímetro, indicador do reservatório de combustível e buzina ficam no guidão. A capacidade do veículo é para apenas uma pessoa.
O cadeirante não precisa de auxílio de terceiros para usar o triciclo especial. Uma alavanca faz com que a plataforma seja rebaixada ao nível do chão, e corrimãos servem de apoio para subir ou descer do veículo. Travas garantem que a cadeira de rodas não se movimente durante a condução do triciclo. De acordo com a fabricante, o preço do produto é de R$ 15 mil.
Preparação para o exame consumiu 26 aulas práticas (Foto: Hélder Rafael/G1 MS)Preparação para o exame consumiu 26 aulas
práticas (Foto: Hélder Rafael/G1 MS)
Como um veículo zero
Segundo o idealizador e fabricante Oraci Silva da Costa, a ideia começou a sair do papel há cinco anos, quando ele se aposentou como professor de ensino industrial. O amplo conhecimento sobre mecânica e a paixão por motocicletas somaram-se à intenção de desenvolver veículos especiais. Desde então já foram comercializadas 13 unidades, sempre sob encomenda.

As peças não são reaproveitadas de outros veículos. "É o único triciclo do país totalmente projetado, diferentemente de outras motocicletas adaptadas para cadeirantes", explica Costa. A vantagem, segundo ele, é que o triciclo sai da linha de montagem com o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). "É como um carro zero quilômetro que se compra em uma loja", afirma.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Erros Freqüentes dos Motociclistas


É muito importante ficarmos atentos às pesquisas, afinal são feitas para que possamos verificar dados de alguma ocorrência.


Aqui nos referimos a uma pesquisa feita, sobre os erros mais freqüentes dos motociclistas, que ocasionam acidentes.










São eles:
• Andar em velocidade excessiva, com pouca margem para correções;
• Avaliar mal o nível de aderência do asfalto e outras circunstâncias;
• Calcular mal a velocidade de entrada em curva, chegando rápido demais;
• Perder a estabilidade e a direção por bloqueio de rodas na frenagem;
• Iniciar a curva sem fazer a abertura (tomada);
• Entrar na curva em marcha inadequada (muito curta ou muito longa);
• Não harmonizar a frenagem com uso do freio-motor;
• Uso excessivo de freio dianteiro, antecipando o ápice da curva;
• Frear bruscamente no meio da curva;
• Não manter a moto suficientemente inclinada na retomada em curva;
• Reacelerar dentro da curva de forma precipitada ou muito bruta;
• Fazer uma trajetória de curva incorreta, perdendo o controle da saída;
• Inclinar demais a moto até perder a aderência ou bater em algo sólido.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

TOP 10 MOTOS HISTORICAS

A história do automóvel está diretamente ligada à história da humanidade. No motociclismo não é diferente. Quando vemos surgir um novo modelo equipado com diversos equipamentos embarcados, como controle de tração, acelerador eletrônico, e até câmbio duplo automático, como acontece com a Honda VFR 1200F, fica difícil acreditar que tudo começou literalmente com uma bicicleta motorizada. Para mostrar os primeiros passos do motociclismo no mundo, reunimos dez marcas tradicionais e seus modelos mais importantes. Sendo que alguns deles foram feitos há quarenta, cinquenta e até cem anos atrás.                                                       

1:HONDA


    

                                                                                                                                                
Embora a empresa fundada por Soichiro Honda já estivesse equipando bicicletas com seu motor A-Type em 1947, a primeira motocicleta desenvolvida pela marca chegou ao mercado dois anos depois. A Dream D Type contava com um motor monocilíndrico refrigerado a ar de 98 cm³ que gerava pouco mais de 3 cv de potência máxima a 4500 rpm. Mesmo com pouca força, a moto com câmbio de duas velocidades gerou imensa movimentação na época.

2 - Yamaha
 
Dissidente de uma tradicional fabricante japonesa de instrumentos musicais, a Yamaha Motor Co. apresentou ao mercado sua primeira moto em janeiro de 1955. A YA-1, apelidada de “Libélula Vermelha” por causa da cor avermelhada e do corpo esguio, era equipada com um motor dois tempos monocilíndrico de 123 cm³. A moto, que também contava com um câmbio de quatro velocidades, tinha 5,6 cv de potência máxima.

3 - Harley-Davidson
 
No caso da lendária marca americana, a tradição em fabricar motocicletas já passa dos cem anos! Tudo começou com os jovens William S. Harley e Arthur Davidson que resolveram colocar um motor em um quadro de bicicleta em 1903. Nascia ali a primeira motocicleta Harley-Davidson. O primeiro propulsor usado pela dupla era um monocilíndrico de apenas 160 cc. Outros dois motores mais fortes – com 400 e 440cc – também foram desenvolvidos pela dupla enquanto a marca se estabelecia. Entretanto, os famosos propulsores de dois cilindros em “V” estrearam apenas em 1909.



4 - Benelli




Pouco conhecida do público brasileiro, a Benelli é mais uma fabricante de motocicletas a ultrapassar a marca dos cem anos de idade. Em 1911, os seis irmãos Benelli resolveram colocar motores em bicicletas usando a oficina inaugurada pela mãe. Dez anos depois, a marca produzia sua primeira motocicleta, a Velomotore, que estava disponível nas versões Touring e Sport, com propulsores de 98 e 125 cc, respectivamente.


5 - Suzuki



A empresa fundada por Michio Suzuki em 1952 seguiu os mesmos caminhos da Honda. Começou equipando bicicletas com motores para depois produzir integralmente a sua primeira motocicleta. A moto em questão foi a Colleda COX, com motor monocilíndrico quatro tempos de 125cc capaz de gerar até 4 cv a 5000 rpm. Equipada com câmbio de três marchas, a moto chegava a 75 km/h de velocidade máxima.


6 - Triumph



Fundada em 1886 como uma importadora de bicicletas alemãs, a marca inglesa produziu a sua primeira motocicleta em 1902. Tratava-se de uma bicicleta equipada com um motor Minerva de 211 cc, capaz de gerar 1,5 cv de força. Já em 1904 a Triumph entrou de cabeça na fabricação de motocicletas – ainda tendo como base os modelos de outras fabricantes – e, no ano seguinte, os modelos passaram a ter o design original da marca. A moto sem nome e com motor de 3 cv teve mais de 250 unidades produzidas no final de 1905.


7 - Indian



Outra marca americana a ultrapassar os cem anos de idade, a Indian inaugurou os conhecidos motores de dois cilindros em “V” em 1907. Entretanto, em 1904 uma motocicleta Indian foi premiada na St Louis Exposition por ter viajado de São Francisco até Nova Iorque em 31 dias sem apresentar nenhum defeito. Entretanto, a primeira moto de alta cilindrada da marca, pelas quais são conhecidas até hoje, foi a Powerplus. Equipada com o já conhecido motor de dois cilindros em “V” de 1000 cc, a moto permaneceu em linha entre 1916 e 1924.


8 - Gilera



A marca italiana que tem sua produção restrita a scooters, entre eles o 500, estiloso modelo de três rodas – está ligada diretamente às pistas de corrida e às motos esportivas. Em 1909, Giuseppe Gilera construiu uma pequena moto de competição aos 22 anos em Milão. Nascia ali a Gilera Racing Team. Nos anos seguintes, a equipe evoluiu ao ponto de, em 1933, terem em mãos a Rondine, uma moto com motor de quatro cilindros com refrigeração liquida e capaz de desenvolver 60 cv a 8500 rpm. Números impressionantes para a época.


9 - Royal Enfield



Outra marca britânica pouco conhecida aqui no Brasil, a Royal Enfield produziu seu primeiro modelo em 1901.  Fabricante de bicicletas, a marca começou vendendo peças para rifle, daí a origem do slogan “Made like a gun” (feito como uma arma).  Os modelos da marca inglesa não são nenhuma inovação em design e conservam o design tradicional das motos touring da década de 1940. Entretanto, a Royal Enfield, agora  na Índia, continua a todo vapor e a maior prova disso foi a apresentação da Thunderbird 500 no início de 2012. A moto tem motor de 499 cm³ que desenvolve pouco mais de 27 cv a 5250 rpm.


10 - Ducati



A Ducati iniciou suas atividades fabricando rádios durante os anos 30. Depois da Segunda Guerra Mundial, a Ducati começou a trilhar novos caminhos.  Em 1946, nascia o Cucciolo, primeiro motor da marca a ser montado em uma bicicleta e três anos depois, surgiu a Ducati 60, primeiro modelo completo da casa de Borgo Panigale. A 60 era equipada com uma versão melhorada do Cucciolo com 59 cm³ - o original tinha 48cc – que era capaz de gerar pouco mais de 2 cv a 5000 rpm.